sexta-feira, novembro 28, 2014

São Luiz: a comunidade precisa puxar a resistência

A comunidade de São Luiz do Tapajós, no período áureo da extração de látex, teve importância estratégica como entreposto comercial, pois era em São Luiz que ficava o escritório da firma Arruda Pinto que comprava toda a produção de borracha dos seringueiros que vinha do alto Tapajós.

Nessa época, os moradores da Vila de São Luiz desfrutavam de uma condição financeira melhor que a população de Itaituba, mas com o declínio desse comércio, a comunidade também foi perdendo a sua importância, e consequentemente, sendo abandonada.

A vila de São Luiz passou a ser um ponto esquecido na margem do rio onde os seus moradores vivem até hoje, sem os serviços básicos de saúde e educação que permitissem a permanência dos jovens na comunidade. Agora, a decisão do governo federal de construir essa hidrelétrica, São Luiz do Tapajós voltou a ficar em evidencia. 

Os movimentos de resistência à construção da hidrelétrica escolheram a comunidade para realizar o primeiro grande ato público de protesto contra esse projeto do governo.

A coordenação do movimento estima que cerca de mil pessoas participem dessa manifestação. O protesto vai ter grande visibilidade na mídia, inclusive fora do País, mas e depois, quem ficará na comunidade para continuar esse trabalho de mobilização?

A resistência precisa ser puxada pela própria comunidade que é quem sofreará as maiores conseqüências, mas para lutar contra esses projetos, as comunidades precisam de informação. Ninguém se engaja num movimento sem ter a convicção do que está fazendo, e por causa da desinformação, há muitos moradores dessas comunidades achando que irão ate fazer um bom negocio, acreditando nas promessas de gente das empresas que estão na área há anos fazendo esses estudos de viabilidade do projeto.

Como não há como barrar esses projetos, a saída é lutar para evitar que não tenhamos aqui o mesmo processo que ocorreu antes. Que não fiquemos apenas com o passivo social e ambiental.

Weliton Lima, jornalista
Comentário feito no telejornal Focalizando, quinta, 27/11/2014

Índios Munduruku ocuparam prédio da FUNAI em Itaiuba

Índios ocupando o prédio da Funai (Foto: JParente)

Documento que foi encaminhado para as autoridades
Indígenas da etnia Munduruku ocuparam o prédio onde funciona a Funai, em Itaituba, a partir das oito horas da manhã de hoje. O prédio fica localizado na rua Manfredo Barata, em frente a Gráfica Amazônia, no bairro Boa Esperança, próximo ao centro da cidade.

Dez servidores da Funai estão impedidos de deixar o prédio.

O prazo dado por eles para que o governo responsa às suas demanadas é de três dias.

Foi elaborado um documento no qual eles exigem a demarcação de suas terras, onde fica a aldeia Sawré Muyby, e a retirada dos madeireiros invasores da área, que extraem madeira de forma ilegal, provocando um tensão permanente que poderá ter graves consequências em pouco tempo, caso  governo se mantenha indiferente ao problema.

Membros de ONGs e alguns representantes da imprensa internacional que estiveram em São Luiz do Tapajós também se encontra no local.

quinta-feira, novembro 27, 2014

Ato de protesto contra hidrelétricas, em São Luiz reuniu bom número de participantes, incluindo imprensa internacional

             

              A vila de São Luiz foi palco, hoje, de um grande ato de protesto contra a construção do complexo de hidrelétricas no Rio Tapajós, o qual contou com a participação, dos bispos católicos de Itaituba, D. Wilmar Santin, de Santarém, D. Flávio Geovanale e de Altamira, D. Erwin Krautler, a maioria dos padres da prelazia de Itaituba e padre Ademar, de Santarém.
 Marcaram presença, índios da etnia Munduruku e representantes de tribos do estado de Mato Grosso, um grande número de membros de pastorais da Igreja Católica, tanto de Santarém, quanto de Itaituba, o presidente do Fórum de Entidades, Davi Menezes, representantes de diversas ONGs, da Colômbia e do Chile, e a mais conhecida de todas, o Greenpeace, além de jornalistas de alguns países da América do Norte e Europa.
Destaque, também para a presença dos procuradores da República, Felício Pontes e Fabiana Schineider, ela, de Santarém, que são grandes parceiros dessa luta em defesa da sociedade, sobretudo daqueles que não tem voz.
O ato religioso-político, como foi denominado, foi muito bem divulgado durante as semanas que o antecederam, o que fez com que fosse despertada a atenção de profissionais da imprensa, dos Estados Unidos, do Canadá, da Alemanha e da Holanda. Tive oportunidade de conversar com alguns deles, que tinham poucas informações a respeito da região, pois embora uma parte trabalhe no Brasil, alguns vieram diretamente de seus países.
O Padre Edilberto Sena, um dos organizadores, disse ao blog do Jota Parente, que os responsáveis pelo movimento ficaram satisfeitos com o resultado, pois desta vez o grito do Tapajós vai ser ouvido bem longe.
O ato, que começou às 9:30, terminou por volta de 16 horas. Padre Edilberto informou que será redigido um documento que será distribuído para a imprensa e para as entidades.

Um bom número de pessoas de Itaituba, principalmente, estudantes, alguns professores e pessoas das pastorais da Igreja Católica estiveram presentes. Esperava-se um comparecimento maior.
Embora de um modo geral, quando questionados a respeito da construção da hidrelétrica, os moradores de São Luiz digam que são contra, a participação deles no ato de hoje foi muito tímida.

Sábado, 29, de dez ao meio-dia, o programa O ASSUNTO E ESTE, que eu apresento na Alternativa FM, vai colocar no ar entrevistas com diversos personagens importantes desse grande encontro. A Alternativa pode ser sintonizada na frequência 104,7 MHZ e pela internet.

quarta-feira, novembro 26, 2014

Câmara aprovou a criação de nova secretaria

O projeto de lei do Executivo chegou ontem à Câmara, com pedido para a dispensa de prazos. Desse modo, hoje, foi criada a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Turismo.

Com isso, a mineração será desmembrada da secretaria de meio ambiente, o que já deveria ter acontecido há bastante tempo.

Mineração e Meio Ambiente não devem ser parte da mesma secretaria, pois há interesses conflitantes.

Houve muita discussão, sobretudo porque a nova secretaria não está sendo contemplada no orçamento de 2015, o que se continuasse assim a transformaria em uma secretaria fantasma.

Ficou acertado que o orçamento que está na Câmara para ser votado, será devolvido para que sejam feitos os devidos ajustes pela prefeitura, para que a nova secretaria esteja incluída no mesmo, podendo ter vida própria.

Duvalle tem novos donos

Há três semanas, o supermercado Duvalle está sendo tocado por novos administradores, pois Cleber Bergo negociou-o com um grupo econômico da cidade de Altamira.

Quem entra no supermercado não observa nenhuma mudança até este momento.

São dois irmãos os novos donos, que assumiram tão logo fecharam o negócio.

Cleber e família vão voltar a respirar os ares de seu estado de origem, Mato Grosso.

Sua permanência em Itaituba foi por quase oito anos e meio.

terça-feira, novembro 25, 2014

Transamazônica: falta de respeito

Fotos: blog da Prefeitura de Itaituba
Caro Jota Parente,

Li a noticia sobre a recuperação do perímetro urbano da Rodovia Transamazônica, e mais uma vez fiquei e estou indignado com tanto descaso e falta de respeito com o cidadão.

Primeiramente quero parabenizar mais uma vez esse blog e ao engenheiro que teve a coragem de apontar as irregularidades dessa obra mal feita e irresponsavelmente está sendo entregue para nossa população.

Mais uma vez, meu caro Jota Parente, pergunto aqui: onde estão nossos vereadores, nossos promotores de justiça, a sociedade organizada em geral? É um absurdo essa falta de respeito. Itaituba uma cidade secular, com aproximadamente 120 mil habitantes passar por uma situação dessas sem que  ninguém dê um grito de basta.

Observei que não há, sequer, a construção das vias marginais da rodovia (um outro absurdo que deve ser cobrado urgentemente). Não entendo muito bem da questão técnica sobre o asfalto, mas tenho observado nas várias cidades por onde passei, que o tipo de asfalto adequado para esse tipo de fluxo de veículos é o asfalto do tipo CBUQ, além, obviamente, de uma terraplanagem de qualidade.

Enquanto não começarem a colocar essas pessoas atrás das grades, sempre seremos vitimas desses tipo de serviço e de desrespeito...

Mais uma vez: CADE A PREFEITA E OS VEREADORES..... para fiscalizarem......


Gideoni Ferreira de Brito
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Obrigado por interagir com este blog, Gideoni. No caso presente, eu apenas repercuti a matéria do colega Norton Sussuarana, mas, agradeço pelas referências elogiosas. 

Jota Parente

Rejeitada mudança da LOM

A alteração da Lei Orgânica do Município, não do Regimento Interno da Câmara, que tratava da antecipação da eleição para a mesa diretora para a primeira sessão de dezembro foi rejeitada pelo plenário.

A eleição será no dia 17 de dezembro, este ano.

Vereadores que haviam votado a favor no primeiro turno, hoje votaram.

Reviravolta na eleição da Cãmara. Guerra já está em curso

Pelo andar da carruagem, a briga pela presidência da Câmara está esquentando e ainda vai esquentar muito.

Os vereadores Dadinho, Manoel Diniz e Diomar Figueira,  que haviam assumido compromisso com a chapa de Wescley,  já mudaram e lado.

O blog foi informado de que o vereador Cebola passou a ser o candidato da prefeita Eliene Nunes.
A guerra está declarada, mas, hoje é impossível antever qiem vai sair vencedor.

O vereador Isaac Dias,  em conversa reservada,  em Santarém, no último final de semana, disse que a prefeita que não o queira na oposição, pois Peninha e Joao Paulo não sabem ser opositores ao governo, mas, ele sabe.

Ainda vai ter muito chumbo trocado nessa guerra.

Mudança do Regimento Interno deve ser votado hoje

Daquo a pouco deverá ser colocado em votação em segundo turno, alteração no RI da Câmara de Itaituba,  que disciplina o prazo para o registro de chapas para concorrer à eleição para a mesa diretora.

Ao.mesmo tempo será um teste para a candidatura do atual presidente,  o vereador Wescley Tomaz, que apresentou a matéria com onze assinaturas.

Se todos os que assinaram se mantiverem firrmes,  Wescleu sairá fortalecido.

Hoje existem três pré-candidatos à presidência da Câmara

Wescley, Dirceu e Cebola, pré-candidatos (Foto: JParente)
Se a eleição da Câmara fosse hoje, três nomes seriam dados como certos para concorrem à presidência.

O próprio atual presidente, Wescley Tomaz, Cebola e Dirceu Biolchi.
Vereador do Solidariedade, Dirceu tenta montar sua chapa com ares de independência.

Contra Cebola pesam os desmandos de quando foi presidente por duas vezes, pois sua administração não foi o que se pode chamar de um exemplo bem acabado de bom gestor de finanças públicas.

Mas, muitos vereadores não ligam para esse fato, considerando que o problema é do próprio Cebola. 

O vereador Nicodemos Aguiar, cuja candidatura não está 100% descartada, hoje apoia seu colega de partido, Dirceu, conforme me falou durante a sessão de terminou há pouco.

Para sua chapa, o vereador de Moraes Almeida espera contar com o apoio do deputado estadual Hilton Aguiar, do deputado federal Chapadinha e provavelmente, do ex-prefeito Valmir Climaco.


O projeto inicial de Hilton é fazer seu irmão Nicodemos presidente. Mas, se sentir que isso é impossível, certamente apoiará Dirceu.

Três vereadores, Diniz, Dadinho e Diomar, abandonaram o barco de Wescley, capitaneado pelos vereadores Isaac, Orisma e Toínho.

Perguntei a Orismar, hoje, durante a sessão, se ele continuava firme com Isaac e Toínho.

Ele respondeu que irá até o fim, dê no que der.

Isaac está mais do que firme em seu propósito.

Vereadores discutem matéria vencida

Ver. Célia Martins (Foto: JParente)
O que estava em discussão era uma alteração da Lei Orgânica do Município, e não mudança no Regimento Interno. Mas, alguns vereadores não prestam atenção ao serviço e colocam a credibilidade do legislativo em cheque.

Hoje, foi apreciada em segundo turno, uma alteração na LOM, que anteciparia a eleição da mesa diretora para a primeira sessão ordinária de dezembro, em vez de na última sessão ordinária do ano.

A vereadora Célia Martins, primeira secretária, que deveria conhecer o rito da Casa de Leis e o regimento como nenhum outro, foi quem demonstrou menor conhecimento, ao levantar a questão.

Ela disse que não havia entendido bem a proposta de mudança, achando que estava havendo casuísmo de parte de alguns colegas no que diz respeito à parte que estabelece que as chapas que quiserem ter o registro deferido precisam ter a autorização dos vereadores que a compõem.

A bronca da secretária, segundo suas palavras, reside no fato de que já existe chapa formada, o que inibiria os vereadores que por ventura tenham autorizado seus nomes a comporem a mesma a participar de outra chapa.

Foi preciso o presidente Wescley Tomaz explicar mais de uma vez, com ajuda dos vereadores Isaac Dias e Peninha, que não era essa matéria que estava em discussão.

O estabelecimento do prazo máximo de 48 horas para registro de candidaturas e a obrigatoriedade de autorização para participação em uma chapa já tinha sido aprovado na sessão de quarta-feira passada.

Mesmo assim a discussão inócua prosseguiu por mais alguns minutos.

O vereador Cebola, que por duas vezes foi presidente da Câmara, mas, que nada conhece do Regimento Interno, chegou a pedir vista da matéria, achando que se tratava da parte que Célia havia levantado.

Para decepção da vereadora secretária e do ex-presidente, o assunto foi encerrado, tomando eles conhecimento naquele momento, que as mudanças que eles questionavam haviam sido aprovadas em definitivo na sessão anterior.


Assim caminha a Câmara Municipal de Itaituba.

segunda-feira, novembro 24, 2014

Engenheiro contesta trabalho porco no trecho urbano da Transamazônica

Caro Norton,

É uma vergonha a obra de pavimentação do trecho urbano de Itaituba, que está sendo executada pelo 8° BEC. Os recursos, na ordem de R$ 6.732.213,43, foram repassados integralmente ao batalhão, no início do contrato, conforme Instrução de Pagamento N° 08842/2014 emitida em 01/08/2014 pelo DNIT, e o que observamos é uma obra de péssima qualidade, em todos os aspectos. Materiais inadequados, serviços mal executados, e sem nenhuma fiscalização por parte do DNIT.

As obras são sinalizadas com barricadas improvisadas com pneus velhos e galhos de árvores, como se pode observar na foto abaixo.

A pavimentação com TSD (Tratamento Superficial Duplo) está sendo executada com brita calcária, sem a resistência requerida para o pavimento da rodovia. 

A obra que se encontra ainda na metade de seu cronograma, já está recebendo operações de tapa buraco, como pode ver no registro abaixo.

Não podemos aceitar essa situação passivamente, pois custo social tem sido muito elevado, com vítimas fatais e prejuízos incalculáveis ao comércio e à nossa população em geral, que necessariamente tem que transitar nesta via diariamente. Precisamos mais do que nunca retomar o movimento que deu causa à ação em curso na Justiça Federal, e cobrar um firme posicionamento de nossas autoridades.






Atentar para os itens INSTALAÇÃO DE CANTEIRO DE OBRAS e MANUTENÇÃO DE CANTEIRO DE OBRAS que nos custarão R$ 1.970.896,39, ou seja, quase 1/3 do valor da obra(29,27%). É um verdadeiro absurdo! 

Fonte: blog do Norton
Comentário do geólogo Jubal Cabral Filho

Norton

quem é o engenheiro?

Realmente são interessantes suas observações, mas gostaria do contato para emitir, conjuntamente, um laudo técnico registrado no CREA e que tivesse legitimidade para encaminhar à Justiça Federal.
Abs.
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Meu comentário: Norton, assim como o Jubal, gostaria de saber quem é o engenheiro, pois isso dará muito mais consistência a essa denúncia, a qual a gente vem fazendo faz tempo. Porém, tratando-se de um profissional da área, seus argumentos técnicos reforçam o que temos falado.

*Padre Edilberto Sena: Verás que um filho teu não foge à luta na região do Tapajós

O governo brasileiro, com sua estratégia colonialista sobre a Amazônia, mesmo violentando a Constituição Nacional e os tratados internacionais, continua arrogante na palavra do secretário geral, Gilberto Carvalho, ao dizer que não abre mão das hidroelétricas no rio Tapajós. É a ditadura do capital sobrepondo aos direitos humanos dos povos da Amazônia.
‘A destruição dos povos, das florestas e dos rios da bacia do Tapajós (além do próprio, estão o Jamanxin, o Teles Pires, o Juruena que formam a bacia do grande rio) está proposta pelos projetos do PAC. Ao todo são planejadas cerca de 24  barragens, de médio e grande porte. Além de ser um desastre dos maiores já vistos no planeta em termos de hidroelétricas, as consequências serão irreversíveis. Fauna, flora, espécies de peixes a desaparecer, inundação gigantesca de florestas (apenas no Parque Nacional da Amazônia, que a presidente Dilma criminosamente desafetou com uma Medida Provisória, foram 10 mil hectares de florestas a serem inundadas, gerando alto grau de gás metano fortemente poluente).
Quem pode ficar indiferente diante desses crimes sociais, ecológicos e humanitários? Os ministros do Supremo Tribunal Federal? Estes não estão preocupados com as desgraças da Amazônia, o importante é o crescimento econômico do país; o ministério das Minas e Energia? Este pessoal tem compromissos não publicáveis, que impedem terem responsabilidade para com as mudanças climáticas; a presidente reeleita que chegou a pedir votos dos povos indígenas prometendo cuidar das necessidades deles? Pura balela! Para a senhora Dilma, “o que tem que ser feito será feito, doer em quem doer”. A ordem é, suspensão de Segurança, resquício da ditadura militar ainda em voga no governo Dilma.
Mas quem não está e nem vai ficar indiferente são os povos ameaçados da bacia do Tapajós. Seis municípios serão diretamente atingidos pelas desgraças, caso as hidroelétricas de São Luiz, Jatobá, Chacorão e mais quatro no rio Jamanxim, forem construídas. Indiretamente todas as comunidades do entorno da bacia do grande rio serão gravemente prejudicadas, entre as quais o povo Munduruku, com suas 120 aldeias e doze mil seres humanos da etnia.
Uma boa parte dessas populações já decidiu que vai resistir até impedir os desastres, pois estes militantes sabem que não é justo gerar energia hidráulica para atender empresas e interesses do outro Brasil, a custa das desgraças aos povos tradicionais da Amazônia. Várias organizações sociais se formaram para resistir, em Jacareacanga, Itaituba, Aveiro, Trairão, Rurópolis, Santarém, como também os guerreiros Munduruku. Tentam através de diálogos, manifestos, exigências de respeito por parte do governo. Mas estão amadurecendo a compreensão de que, se o governo não aceita diálogo sério como exige a convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, as várias organizações partirão para pressões mais fortes.
No próximo dia 27 deste mês, cerca de 1.000 militantes de várias organizações sociais estarão reunidos na comunidade de São Luiz do Tapajós para uma demonstração de força e aviso ao governo federal, de que é preciso respeitar os direitos humanos de todos os brasileiros e não apenas das empresas e dos funcionários do Estado.
Uma ação político religiosa será realizada, com a presença de quatro bispos da Amazônia, presidindo uma santa missa. Em seguida um ato público com presença de lideranças Munduruku, Comissão Pastoral da Terra, Movimento Tapajós Vivo (MTV), Movimento dos atingidos por barragens (MAB), Pastoral Social de Santarém, Associação Munduruku Pahihi do Médio Tapajós, Associação Munduruku  Pussuru do alto Tapajós, associação Munduruku guerreiros do alto Tapajós; Ministério Público Federal, estudantes universitários e várias entidades que defendem o rio Tapajós e apoiam as caravanas e o ato público.
Ao final do dia, um manifesto será lido e assinado pelas dezenas de entidades presentes e cópias serão enviadas ao Supremo Tribunal Federal, à presidente Dilma, Ministério das Minas e Energia, ao órgão de direitos humanos da ONU e da OEA e à mídia nacional e internacional. Estão confirmadas presenças de um canal de televisão francesa, cinegrafistas da Holanda e Alemanha, jornalistas de São Paulo, Mídia de Santarém e Itaituba.
A intenção dos organizadores do evento e dar um recado firme ao governo brasileiro de que na região do Tapajós existem pessoas, comunidades e povos que estão dispostos a lutar em defesa da vida e que não temem as ameaças de exército e Força nacional, quando seus direitos estão em jogo. A força da união organizada e estratégica vale mais do que  helicópteros e fuzis. “Verás que um filho teu não foge à luta...”. Para os militantes do Tapajós a Esperança vai vencer o medo da humilhação do governo, dito democrático, mas que usa Força nacional para calar os povos da Amazônia.

            Padre Edilberto Sena, coordenador da Comissão Justiça e Paz da Diocese de Santarém e militante do Movimento Tapajós Vivo

*Publicado na edição 190, do Jornal do Comércio, que circulou quinta-feira passada

*Sistema político brasileiro é porta de entrada para a corrupção, diz cientista político português

O cientista político português João Pereira Coutinho define o sistema de coalizão brasileiro, que une partidos com ideologias tão diferentes, como um convite à corrupção. É um atraso, segundo ele, a Câmara dos Deputados ser representada por cerca de 30 partidos, o que não acontece em democracias avançadas, onde predomina o bipartidarismo.
Nascido na cidade de Porto, Coutinho compara a elevada dívida pública brasileira com a portuguesa, que levou a economia dos patrícios à beira do colapso. “O verdadeiro sábio é aquele que aprende com os erros... dos outros”, diz. Na opinião dele, o Brasil não compreendeu que a combinação entre descontrole dos gastos e baixo crescimento é a receita para o desastre.
Autor do livro “As ideias conservadoras”, Coutinho defende o combate à pobreza, mas alerta: o Estado não é babá dos cidadãos. Declarado conservador, João Coutinho é jornalista, escritor, historiador e doutor em ciência política. Dá aula na Universidade Católica Portuguesa. E é comentador do Correio da Manhã.
Por que um livro sobre as ideias conservadoras?
João - O conservadorismo é apenas uma ideologia moderna, como o liberalismo ou o socialismo, e o objetivo do livro era apresentar essa ideologia, sem proselitismos, para dissipar caricaturas ou equívocos.
Há espaço na política para conservadores? O que seria um conservador?
João - Qualquer sociedade democrática e pluralista tem que ter espaço para vozes dissonantes. Só ditaduras procuram silenciar o adversário. Um conservador, por exemplo, é alguém que entende a política como um serviço prestado ao público e não como uma forma de nos servirmos dos recursos públicos. É alguém que entende seriamente a importância de reformar - a economia, a legislação trabalhista, a fiscalização -, de forma a tornar o seu país mais competitivo e, consequentemente, mais justo. Porque só pode existir justiça social se existe criação sustentada de riqueza.
Como o conservadorismo trata questões como união gay e aborto?
João - Depende. Existem conservadorismos, no plural, e cada um pode tratar desses assuntos de maneira diversa. Se perguntarem a um conservador de tendência mais libertária o que ele pensa a respeito dessas matérias, ele dirá que a união gay e o aborto são assuntos individuais, onde o Estado não mete a pata. Um neoconservador, pelo contrário, dirá que a defesa dos valores morais é tão ou mais importante do que quaisquer outros porque são os valores morais que sustentam uma sociedade.
Na recente eleição brasileira, houve um intenso debate sobre direita e esquerda, liberais e socialistas. Por que os políticos com pensamento de livre mercado são demonizados, são vistos como ditadores?
João - Porque o mercado assusta mentalidades concentracionárias. O que é o mercado, afinal? É um espaço de livre troca, não apenas de produtos ou capitais - mas também de ideias. Por isso as ditaduras tendem a abolir o livre mercado. Porque elas sabem que, circulando ideias, isso representa um perigo para a manutenção do poder autocrático.
Como o senhor vê o Congresso brasileiro, representado por cerca de 30 partidos políticos?
João - Como um sintoma de arcaísmo. Já escrevi aplaudindo um texto de Sérgio Dávila onde ele defendia, com lucidez e coragem, o bipartidarismo. Basta olhar para as democracias mais avançadas do mundo e contar o número de partidos com representação parlamentar. Não encontra nenhum caso com 30 partidos.
Como o senhor encara o sistema de coalizão no presidencialismo, que geralmente une partidos tão diferentes ideologicamente?
João - Como um convite para o atavismo reformista e para a corrupção.
Como funciona em democracias mais maduras?
João - Em democracias maduras, há partidos que ganham eleições; que podem eventualmente fazer coligações com um ou dois parceiros menores de forma a constituir governo; e que no fim do mandato são julgados por isso. A tradição “gelatinosa” do Brasil é uma originalidade – e um desastre.
Portugal paga um alto preço atualmente por causa da elevada dívida pública. O mesmo começa a acontecer aqui. Que lições o Brasil deveria aprender com os portugueses?
João - Alguém dizia que o verdadeiro sábio é aquele que aprende com os erros… dos outros. O Brasil deveria aprender com Portugal que a combinação entre descontrole dos gastos públicos e crescimento econômico anêmico costuma ser receita para o desastre.
No mundo, a população depende tanto de programas de transferência de renda como ocorre aqui no Brasil?
João - Desconfio que não seja possível comparar a pobreza europeia à pobreza brasileira. Agora, o modelo de bem-estar social europeu, que emergiu depois da Segunda Guerra Mundial, está a atravessar uma crise de existência por vários motivos. A Europa não cresce como na segunda metade do século XX. A população está a envelhecer e os encargos sociais são enormes. Os governos foram alargando os benefícios sociais quase até ao delírio. São lições importantes para o Brasil. É necessário evitar extremos de pobreza e algumas conquistas sociais são preciosas. Mas o Estado não pode ser a “babysitter” dos seus cidadãos em todos os aspectos da existência.
Como o senhor encara a crise econômica que afeta os países de primeiro mundo?
João - Não estou particularmente otimista em relação à Europa. Mesmo o motor do crescimento europeu, a Alemanha, está a sentir nos ossos que a crise dos outros representa uma ameaça. Mas a culpa da crise não está na Alemanha; nem sequer, em rigor, no Euro e na sua defeituosa construção. Está na irresponsabilidade de vários governos que acreditaram que uma moeda forte os protegia de crescimentos fracos, facilmente sustentados por endividamento.
O brasileiro foi às ruas em meados do ano passado manifestar contra os péssimos serviços públicos. O europeu tem mais hábito de protestar. Como o senhor vê essas manifestações?

João - Não há a mesma tradição de protestos. Muitos europeus ficaram espantados com as manifestações brasileiras, mas é óbvio que as manifestações fazem parte do DNA da democracia brasileira. De resto, é positivo que a classe média queira mais e melhor – na saúde, na luta contra a corrupção, no ensino. O que não é positivo é esperar essas melhorias do mesmo poder político que levou o Brasil ao impasse em que se encontra agora.

*Publicado na edição 190, do Jornal do Comércio, que circulou quinta-feira passada

*Jota Parente: O saldo que ficou das eleições de 5 de outubro

            Itaituba – Valmir ganhou, mas, não levou. Ganhou com a reeleição do deputado estadual Hilton Aguiar, e quando diminuiu a diferença de votos de Jatene para Helder, que no primeiro turno foi de 1.591 votos e apenas 422 no segundo turno. Ganhou mas não levou porque Helder não se elegeu governador. Logo, mesmo sem mostrar grande serviço como cabo eleitoral, quem levou a melhor foi sua adversária, a prefeita Eliene Nunes, pois a reeleição de Simão Jatene lhe dá algum fôlego para sua tentativa de continuar na prefeitura a partir de janeiro de 2017, caso dispute novamente o cargo, o que é muito provável que venha a acontecer, e como esperam seus seguidores.
            O fato do deputado Dudimar Paxiúba não ter conseguido renovar o seu mandato também representa uma grande derrota. Só, que além da derrota pessoal do deputado, ela se estende ao município de Itaituba e toda a região Sudoeste do Pará. Nunca em seus mais de 150 anos de história, a palavra Itaituba foi tantas vezes positivamente pronunciada na tribuna da Câmara Federal, pois Dudimar tem defendido por inúmeras vezes questões de interesse do município. Eu repeti diversas vezes, que Itaituba só iria saber o quanto vale um deputado federal, se perdesse Dudimar. E perdeu.
            Pará – Não é que o Pará tenha saído dividido da eleição, porque isso já aconteceu há muitas décadas. O Pará saiu ainda mais dividido do que já estava. De nada adiantou o esforço do governador Simão Jatene para tentar aplacar a ira de eleitores de diversos municípios das regiões Oeste e Sul do estado, que votaram maciçamente contra ele. Foi assim em Santarém, em Uruará, em Alenquer, em Oriximiná, em Marabá, em Parauapebas e tantos outros. O governador contemplou alguns desses municípios com muitas obras, mas, não deu resultado.
            Jatene dividiu ainda mais o estado quando se posicionou totalmente contra a criação dos estados do Tapajós e do Carajás, no plebiscito. E não cabe aqui uma análise a respeito disso, mas, da questão de uma separação que a elite de Belém promoveu há muitas décadas, pois os governantes do Pará, assim como sua elite econômica, tratam o Oeste como almoxarifado onde podem buscar a qualquer hora a matéria prima que precisam para suas indústrias, enquanto a elite política da capital vem aqui buscar os votos que precisa.
            O governador reeleito tem se mostrado vingativo quando alguém não faz os seus gostos. Na primeira entrevista que concedeu após o segundo turno da eleição, ele disse à Folha de São Paulo, que essa história de quererem dividir o estado é coisa de gente maluca e de safados. Ora, Jatene não ajudou em nada a melhorar a relação entre a parte do Pará que deseja sua autonomia política e a capital. Só piorou as coisas e dividiu ainda mais o estado. Vamos ver como ele se comporta quanto a essas regiões, quando se iniciar o segundo mandado em janeiro do ano que vem.
            Brasil – Confesso que fiquei preocupado como cidadão, nos primeiros dias após a eleição. A desconfiança que se lançou sobre o resultado do segundo turno da disputa para a presidência da República, em nada contribuiu para solidificar mais a democracia no país. Reconhecidamente, o Brasil tem um dos mais seguros sistemas eleitorais do mundo inteiro. Não é perfeito, mas, ao longo desses anos todos tem sido aprimorado e se mostrado confiável.
            Chegou a ser uma atitude irresponsável do deputado federal e advogado Carlos Sampaio, do PSDB de São Paulo, que entrou com um recurso pedindo uma auditoria completa das urnas. Felizmente, ele foi aconselhado dentro do seu próprio partido a maneirar, tendo gente graúda se apressado a declarar que o partido do candidato Aécio Neves não estava colocando em dúvida o resultado da eleição, nem a confiabilidade do sistema utilizado pelo TSE. Houve até manifestações de radicais que nada tem a ver com o PSDB, que foram para as ruas pedir a volta de ditadura. As maiores lideranças do partido declaram para a mídia que essa maluquice não contava e nem contaria com seu apoio, o que foi uma ducha de água fria nesse movimento.
            O PSDB, garantiu Aécio Neves em seu primeiro discurso após a eleição, vai fazer oposição cerrada ao governo da presidente Dilma Rousseff. E é bom que o faça, porque o primeiro mandato dela tem deixado muito a desejar. A economia do país empacou, as projeções de crescimento o PIB só fazem diminuir, o parque industrial brasileiro está sucateado, a inflação ameaça fugir ao controle, de vez em quando, e a gente vive uma situação de arrocho, com ameaça de crise braba pairando sobre nossas cabeças.
Dilma decepcionou o país ao demorar a agir contra casos gravíssimos de corrupção, alguns deles estão entre os maiores que já foram vistos na nossa história, como é o caso do escândalo da Petrobras. A presidente dá sinais de que vai ser mais ágil e vai fazer diferente no segundo mandato. E é exatamente isso que o Brasil espera dela. Quem votou em Dilma, ou em Aécio, quer mais é que ela acerte, porque é aqui que a gente vive, e torcer contra ela, é torcer contra nós mesmos.

*Publicado na edição 190, do Jornal do Comércio, que circulou quinta-feira passada

*Blog do Jota Parente

Óleo no Tapajós 1
Após a denúncia feita no blog do Jota Parente no dia 7 deste mês, a SEMMAP fez uma varredura no rio Tapajós, da praia do Sapo até a área onde acontece o transbordo de produtos derivados de petróleo, que vai da base da Shell até próximo da AABB.

Óleo no Tapajós 2

O blog denunciou que um vazamento de uma balsa para a base que fica ao lado da AABB, derramou óleo diesel por três dias seguidos no Tapajós, sem que nenhuma providência tenha sido tomada. Muitos botos foram vistos, seguindo cardumes no meio do óleo. Mas, antes tarde do que nunca, pois não é de hoje que vazamentos desse tipo ocorrem, sem que tenha havido fiscalização alguma. Que a SEMMAP fique atenda e continue fiscalizando.

Vitória e Altamira
Os vereadores João Paulo Meister (PT), Isaac Dias (PSB) e Wescley Tomaz (PSC), visitaram as cidades de Vitória do Xingu e Altamira, no final de semana. Eles foram ver como estão, os avanços e os problemas por lá. João Paulo foi o primeiro a usar a tribuna para falar sobre a visita. Ele disse que o lado bom, por enquanto, está ficando com Vitória, enquanto Altamira enfrenta problemas porque as obras de contrapartidas estão em descompasso com a obra de Belo Monte. Já o vereador Isaac Dias, chamou atenção para que o povo deste município, de um modo geral, em todos os setores da sociedade, se ligue na questão da obra de São Luiz do Tapajós, pois Itaituba pode ser a Altamira de amanhã.

*Publicado na edição 190, do Jornal do Comércio, que circulou quinta-feira passada

Garimpeiros temem banho de sangue em Serra Pelada

Os garimpeiros de Serra Pelada temem que, a qualquer momento, ocorra um banho de sangue naquele que já foi o maior garimpo a céu aberto do mundo.

Apesar de o Ministério Público e a Justiça terem aberto processo para apurar desvio de recursos da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) e ter sido realizada recentemente uma nova eleição para o comando da entidade, o principal problema que aflige os garimpeiros é o abandono da mina e de toda a estrutura montada pela mineradora canadense Colossus, que faliu e desapareceu de Curionópolis.

Depois disso, o clima ficou pesado na região e ninguém confia mais em ninguém. Os governos federal e estadual são acusados pelos garimpeiros de lavarem as mãos para o que de pior possa ocorrer em Serra Pelada.

Estamos entrando em desespero e com muito medo. As instalações da mina de ouro já foram saqueadas, estão roubando tudo, e nenhuma autoridade dá qualquer garantia para tranquilizar os garimpeiros de que a extração de ouro ainda pode ser feita com total segurança, declarou Paulo Gomes, ligado à União Nacional dos Garimpeiros. Ele veio a Belém pedir a ajuda da Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB-PA) para que
interfira junto às autoridades em busca de uma solução para tantos problemas que se avolumam no garimpo.

Em entrevista ao Diário, Gomes informou que sua audiência na OAB não foi bem sucedida. Estive na comissão de direitos humanos da Ordem, mas lá me disseram que eu devia encaminhar as reivindicações dos garimpeiros diretamente à sede da OAB de Marabá. Ora, já fizemos isso e a OAB de lá nada fez, pelo contrário, engaveta nossas denúncias, desabafou. Para Gomes, o Tribunal de Justiça precisa também chamar para si as demandas judiciais do garimpo, porque só dessa forma haverá celeridade nos processos.

Já cansamos de falar sem que ninguém nos ouça. Serra Pelada está pegando fogo, mas as autoridades paraenses não tomam providências que dê alguma tranquilidade para os milhares de moradores da região, declarou ele, acrescentando que a Colossus foi embora, demitiu 400 empregados e retirou até os vigias, desde o final de outubro passado.

Segundo Gomes, o governo paraense não pode ignorar o grave problema social que representa o impasse vivido pelos garimpeiros diante do abandono de um projeto que segundo a própria Colossus já teve investidos mais de R$ 400 milhões.

A OAB deveria encampar essa luta e ainda tenho esperança de que isso ocorra, porque em Serra Pelada já ocorreram assassinatos, roubos, saques de equipamentos da mina, além da contaminação que afeta a vida das pessoas, criticou, lembrando que no povoado há pessoas que sofrem de doenças como hanseníase e outras enfermidades oriundas das péssimas condições de vida. 
Ele também não poupa de críticas ao ministro Edison Lobão, afirmando que nada foi feito para resolver o problema da extração de ouro, após a falência da Colossus. E diz que a estrutura física de acesso à mina de ouro corre o risco de desabar por falta de manutenção e bombeamento da água que se acumula na cava com mais de 200 metros de profundidade.

Em resumo: o caos se instalou na área e o pavio do barril de pólvora foi acesso, podendo explodir se não houver uma ação preventiva dos governos estadual e federal. O presidente eleito da Coomigasp, Edinaldo de Aguiar Soares, também já reclamou da forma como a Colossus saiu do garimpo, deixando nas mãos da cooperativa a responsabilidade de vigiar as instalações de acesso à mina para evitar a ação de ladrões. (DOL)

POLÍCIA

A Coomigasp chegou a registrar na polícia um boletim de ocorrência sobre o que já foi roubado do local. Carros e pessoas suspeitas rondam diariamente as instalações, deixando os associados temerosos de novos saques.

Parte do que foi retirado foi levado por empresas contratadas pela Colossus em represália por não terem recebido o pagamento pelos serviços prestados. A entidade dos garimpeiros publicou em sua página na Internet que equipamentos foram retirados em caminhões e levados para Marabá, Araguaína e Parauapebas. 

Até em quintais das residências de alguns funcionários da Colossus foram localizados bens. Grupos de vândalos também depredaram equipamentos antes de retirar do local centrais de ar condicionado, televisões, camas, sofás e colchões.

O Diário tentou falar com algum diretor da Colossus, mas a informação em Curionópolis é de que a empresa desativou definitivamente seu escritório na região. Em Belo Horizonte (MG), sede da empresa, os telefones estavam mudos. O presidente da OAB no Pará, Jarbas Vasconcelos, não foi localizado para comentar as declarações de Paulo Gomes. 

Homem mata garçonete de cantina com 06 tiros no garimpo Jatobá em Itaituba-PA

O crime aconteceu por volta das 17 horas da tarde de sábado, 22, no garimpo Jatobá, localizado em Itaituba no oeste do estado.
A vitima foi a garçonete de uma cantina do garimpo identificada por (Franciane Marques Campos) de 33 anos de idade e o assassino foi identificado por Ednei Lourenço gerente de uma draga na região garimpeira. Segundo informações Franciane estava deitada em uma rede na cantina aonde trabalhava quando foi surpreendida com a chegada de Ednei, ainda tentou fugir, mas não conseguiu, foi logo alvejada com um tiro e veio ha cair e já no chão recebeu mais 05 tiros totalizando 06 tiros nas costas da vitima. 
            Relatos dão conta que há cerca de uma semana aconteceu uma festa na região garimpeira e Franciane e Ednei tiveram um desentendimento chegando às vias de fato; Franciane para se defender teria quebrado uma garrafa e chegou a fazer um corte na altura do ombro do acusado. Depois do acontecido Ednei teria jurado a vitima de morte, informação que teria chegado ao seu conhecimento da mesma que não levou a serio, porem a ameaça se cumpriu na tarde de sábado. 
Para evitar uma tragédia a patroa da vitima ainda chegou a demitir a mesma e pediu que deixasse o garimpo o mais rápido possível, pedido esse que não foi atendido pela vitima que insistiu em ficar continuar trabalhando na cantina. Testemunhas relataram que Ednei teria planejado o assassinato de Franciane de forma fria e calculista, esperou o intervalo das pessoas que saíram da cantina e de quem iria chegar ao período da noite, informações ainda não confirmadas é de que o assassino estava portando duas armas para cometer o crime e de forma covarde descarregou uma das armas na vitima. Franciane tinha três filhos, duas meninas e um menino. A família espera que a justiça seja feita.

Fonte: Junior Ribeiro

sábado, novembro 22, 2014

Causos do Seu Lunga

É difícil separar as irreverências que são verdadeiramente de autoria do famoso cearense que morreu hoje, daqueles que a ele são atribuída. Algumas delas sabe-se que são mesmo dele.

A seguir, alguns dos causos do Seu lunga.
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Surra
Certa vez, dando uma surra em um dos seus filhos, quando ainda pequeno, o menino gritava: Tá bom pai, tá bom pai, pelo amor de deus, tá bom!!!!! 
Seu Lunga diz: Tá bom? Pois quando tiver ruim diga que eu paro."


Arroz
"No seu comércio de sucata, ele também vende outros produtos dependendo da ocasião. Uma vez tinha uma saca de arroz e um romeiro perguntou: 
Seu Lunga como tá o arroz? 
Ele respondeu: Tá cru!!!!!!" 


Devolva
"Numa madrugada dessas, a mulher de Lunga teve um mal-estar, e gemendo acordou o marido:
- Lunguinha, Lunguinha, ta me dando uma coisa aqui...
- Então receba
- Mas Lunga, é uma coisa ruim...
- Então devolva!"


Os ratos
"Seu Lunga entrando em uma loja:
- Tem veneno pra rato?
- Tem! Vai levar? - Pergunta o balconista.
- Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!!! - responde seu Lunga."


O Chapéu
"Seu Lunga resolve andar um pouco e sai com seu chapéu grande e antigo. Durante sua caminhada ele resolve coçar a cabeça sem tirar o chapéu, então uma conhecida dele pergunta:
-Oxe seu Lunga, num tira o chapéu pra coçar o cabelo não é?
Seu Lunga então responde:
-E a senhorita tira a calcinha pra coçar o tabaco?"


Com o rodo
"O Seu Lunga estava em casa e resolveu tomar um café:
- Mulher! Traz um café!
- É pra trazer na xícara?
- Não! Joga no chão e traz com o rodo!"


Promissória
"O funcionário do banco veio avisar:
- Seu Lunga, a promissória venceu.
- Meu filho, pra mim podia ter perdido ou empatado. Não torço por nenhuma promissória."


A porca
"Um sujeito até a loja do Seu Lunga e pediu uma porca de determinado tamanho, seu Lunga respondeu:
- Procure naquela caixa.
E o sujeito começou a procurar e no meio de tantas peças nada de ele conseguir achar a porca que ele queria, então exausto falou para Seu Lunga:
- Seu Lunga, não consegui achar a porca...
Indignado, Seu Lunga foi até a caixa, procurou a tal porca e a achou, então virou-se para o rapaz e respondeu:
- Eu não te disse que a porca tava aqui fi duma égua!!! - e jogando a porca novamente na caixa e misturando com as outras peças diz - agora procura de novo direito que você acha!!!"


Pedrada no filho
"O filho do Seu Lunga jogava futebol em um clube local, e um dia Seu Lunga foi assistir a um jogo de seu filho no estádio, e o sujeito sentado ao lado pergunta:
- Seu Lunga, qual dos jogadores ali é o seu filho.
Seu Lunga aponta e diz:
- É aquele ali...
- Aquele qual?
- Aquele ali!!!!
- Não tô vendo...
Então Seu Lunga "P" da vida pega uma pedra, joga em cima de seu filho e diz:
- É aquele alí que começou a chorar!!!"

Entrevista na Marinha
"Seu Lunga, quando jovem, se apresentou à marinha para a entrevista:
Você sabe nadar? Pergunta o oficial.
-Sei não senhor.
-Mas se não sabe nadar, como é que quer servir à marinha?
-Quer dizer que se eu fosse pra aeronáutica, tinha que saber voar!!"


Com as pernas
"Um conhecido de Lunga pergunta: - E ae Seu Lunga, como anda? Seu Lunga responde sem olhar pra pessoa: 
- Com as pernas não aprendi a voar ainda." 

Topada
Seu Lunga ia passando ai levou uma topada e caiu
- Uma mulher de uma casa próximo foi até ele e perguntou: Seu Lunga quer um pouco de água? 
Ele respondeu: Não! Eu levei foi uma topada, não comi doce.

Choque
Seu Lunga tava bebendo cachaça no bar e, de repente, falta energia. O dono do bar, querendo fazer graça, diz para ele:
- Eita Seu Lunga, faltou energia, e agora?
Seu Lunga com uma delicadeza que só ele:
- Eu vim pra cá pra tomar pinga num foi pra tomar choque!

Ele morde?
- Seu Lunga tava deitado na rede em sua casa e um conhecido seu chega:
- Seu Lunga, tudo bom?
- Tudo sim, entra aí.
- O rapaz ia entrando quando se depara com um cachorro, e pergunta:
- Seu Lunga, seu cachorro morde?
- Morde não, pode entrar.
- Quando ele dá dois passos o cachorro dá uma mordida na perna dele.
- Poxa, Seu Lunga, você não disse que seu cachorro não mordia?
- MEU cachorro não morde, esse não é o meu.

Fonte: blog Cultura Nordestina